Cap 08. Reforma Urbana: conceitos, protagonistas e história.

terça-feira, 12 de julho de 2016


          Iniciando este capitulo o autor faz questão de mencionar a Reforma Passos idealizada pelo então presidente Rodrigues Alves Pereira Passos no começo do século XX no Rio de Janeiro. A reforma urbanística incluía o alargamento de ruas para estar devidamente adaptada aos carros, criação de teatros, praças e higienização realizada pelo médico Oswaldo Cruz. Esta reforma, que foi inspirada na reforma urbanística feita em Paris nada tem a ver, segundo o autor, com a reforma urbana tanto almejada. 
          Na tentativa de criar a belle époque tropical foram desativados e derrubados os cortiços que ficavam no lugar em que deveria passar as avenidas. Acredita-se que cerca de 1.600 prédios foram demolidos e os desabrigados na sua totalidade pobres e negros tiveram que se deslocar para as periferias da cidade e o morro da Providência criando assim as primeiras favelas do Rio de Janeiro. Se nos cortiços sofria-se com as doenças e a falta de higiene, no morro as coisas só pioraram com a falta de saneamento e assistência social. 
          Essa contextualização histórica é muito importante para começar a entender o surgimento da estrutura da malha urbana que se tomou no Rio de Janeiro e que continua até hoje. Mas o objetivo do autor aqui foi mostrar o que não pode ser chamado de Reforma Urbana. 
          A Reforma Urbana possui objetivos específicos, sendo eles, a diminuição da disparidade social e segregação residencial, coibir a especulação imobiliária e democratizar o planejamento e a gestão do espaço. Enquanto a Reforma Urbanística tenta modernizar a cidade e deixa-la atraente, a reforma urbana tem que pensar em favor de todos os envolvidos, criando uma intervenção inclusiva e justa pra garantir o bem estar para as classes.
          Não se pode negar que a reforma trouxe melhorias significativas na modernização e saneamento da cidade mas como diz Luiz Guilherme Rivera de Castro, professor de arquitetura e urbanismo da Universidade Mackenzie, “Não se trata de negar as necessidades de saúde pública ou de criação de ambientes urbanos aprazíveis. Mas, por outro lado, creio que não se pode louvar essas intervenções justificando os danos colaterais provocados como se fossem questões de menor importância”. 

0 comentários:

Postar um comentário

 

Posts Comments

©2006-2010 ·TNB