Cap 4. A cidade vista por dentro.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

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         No capitulo 4 o autor fala um pouco sobre a segregação residencial que afeta todas as cidades e é um fenômeno que ocorre desde a antiguidade, fazendo então, a diferenciação da segregação induzida e auto-segregação.
          Na segregação induzida, segundo o autor, as pessoas não escolhem o lugar que passam a ocupar, este é fruto das baixas condições financeiras da população, exclusão racial e outros. A auto-segregação, no entanto, é praticada por pessoas constituintes da elite, que decidem afastar-se das zonas centrais para habitar regiões de melhor qualidade ambiental. Neste último caso, o autor explica que este movimento não pode ser confundido com a segregação induzida, uma vez que este grupo de indivíduos são os responsáveis, mesmo que por omissão, da deterioração do espaço urbano antes habitado por eles e seu novo local não representa uma perda.
          A segregação induzida pode apresentar motivos diferentes em diferentes regiões mas suas semelhanças ocorrem na discriminação racial ou socioeconomica, estando essas duas geralmente ligadas entre si. Este fenômeno pode ocorrer de maneira desapercebida ou escancarada como ocorreu por volta de 1934 no EUA com a criação da Redlining, onde foram mapeadas cerca de 239 cidades e criado o "residential security maps"onde foram feitas a separação de áreas mais "desejaveis"para investimentos e áreas de risco ( baseadas na configuração etnica e racial da população ), as quais foram negadas serviços como bancos, seguros, centros de saúde e até supermercados.
          Essa diferenciação de áreas mais "privilegiadas" ocorre de maneira parecida em diferentes lugares apresentando muitas vezes a mesma configuração espacial, sendo essa configuração estudada por diversos autores na tentativa de projetar modelos de organização interna da cidade.



Cap. 01 O que faz de uma cidade uma cidade ?

terça-feira, 14 de junho de 2016

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SOUZA, Marcelo Lopes. ABC do Desenvolvimento Urbano. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil; 190 páginas, 2003.    


No livro ABC do Desenvolvimento Urbano, o autor Marcelo Souza explora diversos assuntos referentes à cidade e no capitulo 1 ele já começa relatando a dificuldade na definição do termo cidade. O problema na definição é que um único termo pra definir cidade acaba tornando ou genérico demais o que é cidade, ou tão específico a ponto de algumas cidades não se acharem nele.
      Para Max Weber a cidade nada mais é que um local de mercado, ou seja um lugar com um cambio regular de mercadorias e de acordo com minha concepção esse termo faz muito sentido já que em assentamentos ou aldeias esse local de mercado não acontece porque a população já produz pra si mesmo. Mas apesar de cidade ser um local de mercado, nem todo local de mercado é uma cidade já que nesses assentamentos não-urbanos pode ocorrer vez ou outra cambio de mercadorias. Mas e se um assentamento rural possui pequenos locais de venda de alimentos de forma regular como alguém que monta seu mercadinho não parece suficiente para tornar aquela comunidade uma cidade. Seria então necessário que esse mercado seja incluído de mercadorias diversas e serviços ?
      Para abranger além bens e serviços no significado de cidade veio Christaller introduzindo o conceito de localidade central que fala que a cidade além de ter que produzir bens e serviços ela é uma localidade central que atrai compradores das redondezas e que dependendo do seu nível de sofisticação, consegue ser visível tanto nacionalmente quanto internacionalmente. Com essa nova concepção conseguimos retirar do termo de cidade certos povoados que possuem produção de bens e serviços de pequena escala mas que se encontram nas redondezas e de forma espaçadas.
      Enquanto o campo é dependente das terras para produzir seus bens principais, a cidade possui uma característica não-agrícola mais manufatureira e industrial.
      Conforme as cidades vão crescendo e se desenvolvendo as conexões com as cidades vizinhas passam a ser mais intensas, tanto em relação ao espaço físico através das fronteiras espaciais quanto economico. Quando ocorre esse fenomeno é possivel observar um fluxo de transporte, pessoas e mercadorias de tal forma que fica dificil dizer onde começa e onde termina certo município.

      
 

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